9 de agosto de 2010

*o desenho é de marianamassarani

4 de agosto de 2010

do que não é palavra

Não sei dizer quando não há palavras. Não sei. Ou talvez nem o ‘não sei’ caiba neste espaço, porque ainda intraduzível. Ou não. Não. Talvez seja porque tenha uma tradução tão difícil de admitir.

Minha razão cala a fala, mas não o corpo, que flui. Olhos, pele, respiração se comunicam, traduzem. No instante tudo é ontem, hoje e amanhã, mas também tudo é se...

Cala te boca, mas os olhos dizem, pronto, disseram. A boca cala, apenas fala a respiração, que toca. Tudo se toca, tudo se comunica, tudo diz. Ecoa, os corpos se conhecem na história, mas também num devir.

E essa música deu de tocar agora. Perco me nos pensamento, até te enxergar. meus pensamentos altos em meus ouvidos, vejo. Seus olhos, repletos disto, da música molhada, esta nossa. Seus olhos cheios, cheios, água. Água da palavra, palavra que escapa, esta sua. Suas palavras. Escuto. Escuto seus olhos.

Não, não há mais beija-flor, há beija, há flor, há.

O seu medo de viver me assusta.

Nada é compreensível pra mim, apenas o que transcende.

Não sei o que fazer com o que fica, será que por isso os espirros ininterruptos, o cansaço, o sono, o aperto. Choro. De algum jeito tudo se esvai. Há muito.

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Não. Não cultivemos flores assim.

Sim. Sim, semeemos nossos drãos.

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2 de agosto de 2010

26 de julho de 2010

12 de julho de 2010

Relebrando Boaventura...

“Uma vez perguntaram ao Gandhi o que ele achava da democracia ocidental e ele respondeu: Seria uma boa idéia. Eu acho que se perguntássemos a muita gente hoje sobre a justiça a resposta poderia ser a mesma. Porque muito mais da metade da população do mundo não é sujeito dos direitos humanos, é o objeto. É o objeto dos nossos discursos, das nossas organizações, dos nossos movimentos e eles sim são sujeitos e querem ser sujeitos de direito. É dessa realidade que temos que partir”. (no início da mesa no FSM em Belem)

30 de junho de 2010

Fora da palavra
Quando mais dentro aflora

(Caetano e Milton)

29 de junho de 2010

Fora da palavra
Quando mais dentro aflora

(Caetano e Milton)