11 de março de 2011
2 de novembro de 2010
compondo silêncios
Nesses dias que as palavras me faltam, gosto de ouvir um bom samba... e talvez assim significar o que pula cá dentro, assim sem pretensão, assim pela melodia assobiada, pelo refrão, pelo pé a movimentar-se no chão, pelos olhos fechando enquanto o corpo baila. Assim...
Então, esses dias vi essa foto que a Mari publicou, foi deste ano mesmo e até parece há mais tempo. Foi em março, quando chegávamos ao mar pra pular as sete ondas, já que os inícios nunca esperam data marcada. Atrás dos olhos que fotografam havia muito samba ao amanhecer e de pé na areia...
Então, olhar essa fotos deu um aconchego nesses dias de poucas certezas e certa tristeza. Talvez porque alem desse momento de alegria singela, veja esse mar de samba trazendo as aguas de março em mim.
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
(...)
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
17 de outubro de 2010
6 de outubro de 2010
Morrer de amor não é difícil, não.
Se atirar do edifício...
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Viver de amor é que é difícil.
Se atirar.
6 de setembro de 2010
29 de agosto de 2010
- E ai, hoje está muito pra poesia?
- Não. Hoje está muito pra chover.
É de manhã, vem o sol
Mas os pingos da chuva que ontem caiu
Ainda estão a brilhar
Ainda estão a dançar
(Tom Jobim e Dolores Duran)
25 de agosto de 2010
4 de agosto de 2010
do que não é palavra
Não sei dizer quando não há palavras. Não sei. Ou talvez nem o ‘não sei’ caiba neste espaço, porque ainda intraduzível. Ou não. Não. Talvez seja porque tenha uma tradução tão difícil de admitir.
Minha razão cala a fala, mas não o corpo, que flui. Olhos, pele, respiração se comunicam, traduzem. No instante tudo é ontem, hoje e amanhã, mas também tudo é se...
Cala te boca, mas os olhos dizem, pronto, disseram. A boca cala, apenas fala a respiração, que toca. Tudo se toca, tudo se comunica, tudo diz. Ecoa, os corpos se conhecem na história, mas também num devir.
E essa música deu de tocar agora. Perco me nos pensamento, até te enxergar. meus pensamentos altos em meus ouvidos, vejo. Seus olhos, repletos disto, da música molhada, esta nossa. Seus olhos cheios, cheios, água. Água da palavra, palavra que escapa, esta sua. Suas palavras. Escuto. Escuto seus olhos.
Não, não há mais beija-flor, há beija, há flor, há.
O seu medo de viver me assusta.
Nada é compreensível pra mim, apenas o que transcende.
Não sei o que fazer com o que fica, será que por isso os espirros ininterruptos, o cansaço, o sono, o aperto. Choro. De algum jeito tudo se esvai. Há muito.
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Não. Não cultivemos flores assim.
Sim. Sim, semeemos nossos drãos.
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9 de junho de 2010
"vamos ouvir esse silêncio meu amor
do estetoscópio do doutor
no lado esquerdo do peito esse tambor"
(A.Antunes e C.Brown)
10 de março de 2010
2 de fevereiro de 2010
a língua das mariposas
porque uma música levou a outra,
que levou ao album*,
que levou ao filme**,
que sabe lá...
* "Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranqüilos" do Otto
** "Solo Dios Sabe" de Carlos Bolado
8 de janeiro de 2010
19 de dezembro de 2009
29 de novembro de 2009
26 de outubro de 2009
22 de outubro de 2009
uma de minhas faces é sertão...
outra altiplano.
Flor Isabel, toca o charango desde seus oito anos.
Menina música conta as incertezas da história desse instrumento. Certeza apenas de seu lugar nascimento: em Potosi, às épocas da invasão espanhola.
Um dos sons mais lindos que já escutei..
Flor Isabel, é responsável pela trilha sonora de música tradicional boliviana do documentário Kollasuyo, do diretor Pedro Dantas.
