É, hoje o dia não está mesmo pra poesia... Está mesmo pra chover como diria o poeta. Acordei como se tivesse chorado, mas que saiba, num tinha não. Depois vi que era dia de choro. E o que tenho a fazer é apenas desejar que ela pouse bem em outras terras, desejar que se encante em outros ares. E aos que ficam não há palavra, nem haverá não.
15 de novembro de 2010
2 de agosto de 2010
28 de junho de 2010
10 de junho de 2010
24 de abril de 2010
Certa manhã acordei de sonhos intranquilos
19 de abril de 2010
Chaves
Foi sem querer que reencontrei a chave daquele antiquário há tempos cá dentro de mim. Eram aqueles mesmos móveis que já foram lugar de aconchego e na mesma disposição familiar, como se houvesse algo em mim que os preservava assim. Só que agora, todos cheios de pó acumulado e acinzentado, não esquecidos, mas deixados de canto até não haver memória deles. Aquela imagem pairava na minha mente como disco riscado. Doía por um não sei quê, congestionavam o nariz com tanta poeira acumulada e provocavam inquietude do não saber mais o que fazer disso.
12 de abril de 2010
Muros
Criados esquematicamente, periodicamente. Perdiam o sentido a cada tijolo. E na dança do tempo, quem via o que se passava do lado de lá? Naquela época talvez tivessem algum sentido. Tiveram? Sabe-se lá. Agora com um martelinho, broca, britadeira é preciso criar portas, janelas, quem sabe fazer uma casa arejada ou senão apenas deixar um cercadinho baixo e com portão para as cheganças.
6 de abril de 2010
Febre
Foi e achei que tinha ido. A transição do que vai e fica é mesmo indefinível em espaços temporais tradicionais. Tantos marcos, concretos ou imperceptíveis no próprio momento. Quando o ano “acabou”, lutos, despedidas e nascimentos já se faziam no percurso... mas meu ano não, não havia mudado, mesmo com todo aquele mar e eu ali nem sabia. E foi dia desses, em momentos de deriva e de bobeira, no fim das águas de março, que pulei as tais sete ondas numa meia noite daquelas.