18 de agosto de 2009

BSB



Saindo de zebrinha, número 30!
Rumo ao Hotel Nacional pra discutir Politicas Públicas e Ludicidades.
O som na minha cabeça que entoa "Faroeste Caboclo". Lembro da minha passagem por essa via, vindo de Goias, com o Rafa e a Nati, de carona numa ambulancia, olhando a paisagem por aquela pequena janelinha.
Dessa vez parece tudo maior, largas paisagens, predios cinzas, praças extensas de cerrado. Cinza, Amarelo tímido quase bege, as vezes um vermelho surge entre as folhagens, lindo, iluminando a paisagem. Apesar disso não gosto muito das primeiras sensações... Apesar do povo simpatico que me dá informações de dentro da zebrinha. Não entendo bem estas localizações, tudo são combinações de número e letras.
Caminho até o hotel e tudo parece duma decadencia nova. No hotel a visão não muda: uma placa de entorno aveludado de cor desbotado e quase já saindo avisa Rainha Elisabeth passou por aqui... Pedancia que enquadra a decadência, nova.
De qualquer modo a expectativa do debate sério e lúdico me anima. A viagem inicia...

* Foto capturada aqui.

17 de agosto de 2009

conocer un lugar


es como volver a casa
y encontrar lo que estaba aqui adentro
y uno no recordaba..

Capturei essa frase do flickr da Sofia Jiménez, porque as palavras me vestiram como uma roupa velha e aconchegada.. Já a foto é deste belo arquivo.
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9 de agosto de 2009

perder-se na cidade de São Paulo...

Preciso ir varias vezes pra um mesmo lugar pra conhecer seus caminhos, suas curvas, seus traçados. Essa semana pela terceira vez saindo do mesmo lugar, consegui chegar e ir embora, assim sem me perder. Sempre que vou pro Centro me perco. Sempre fui de deixar perder-me nestas ruas, de meus pensamentos...

6 de agosto de 2009

4 de agosto de 2009

Pela primeira vez,

ouvi minha vó ao telefone.
No outro lado da linha,

a voz mais linda que já ouvi.
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pausa para engolir a palavra

2 de agosto de 2009

Da zoada me carregando...

Já acampei no meio do mato, na praia e dentro de uma enorme caverna, mas o som dos morcegos não me incomodavam tanto assim... Dentro dessa casa, no meio do sertão, dormir assim, sem nenhum mosqueteirozinho está parecendo muito trabalhoso...
Já deitei na rede. Já fui pro chao. Revirei. Desvirei.
Mesmo na rede coberta pelo lençol, essas danadas das muriçocas vem se nenhum pudor. E o proprio cobrir-se deveras já e insuportavel nesse calor.
E alem disso, é uma sinfonia. Passaracos cantam esporadicamente voando, grilos, sapos, dois burricos estacionam em frente a casa, o barulho de duas latas batendo se parar e principamente uma orquestra filarmonica de potentes muriçocas.
E se fosse apenas esses sons... mas as ideias quarando no varal não me deixam dormir.
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*lembrei desses escritos essa semana ao ver Vau de Sarapalha, uma peça do Grupo Piollin adaptada de um dos contos de Guimarães Rosa. Lindissima. Algumas das cenas os primos se cobrem com seus lençois reclamando dos mosquitinhos. **ah, depois desta noite, ao acordar, em Aracatiara, fui descobrir que as latas na verdade eram sinetas nos pescoços de duas vaquinhas que se alimentavam por ali.