Nascida
São Bento, Itapipoca, Ceará.
Vir para São Paulo foi conseqüência.
Dizer não, ali no sertão, pra ela,
mulher, mulher do sertão,
Chegou a pensar em dizer,
Chegou a pensar em fugir,
Chegou a pensar,
Mas não, não era comum isso não.
Mulher dizia sim as escolhas,
dos outros, homens.
Pai. Depois marido.
Resistir era o rotineiro.
8 de abril de 2009
5 de abril de 2009
Delicadezas do sertão
A pequena Soani não queria comer não.
Mas aquelas bolachas eram especiais, pois vinham com fadas.
Bastava abrir o pacote, que elas escapuliam voando.
Pelo menos assim mostrava o comercial da TV.
A pequena esperava ansiosa pela abertura do pacote,
queria ver a prometida fada.
D. Carmelia se esforçava para que a neta visse a fadinha
abria rapidamente o pacote, fazia da abertura um espetáculo teatral e dizia:
- Ih a bicha escapuliu!
Só assim para a pequena comer.
Mas aquelas bolachas eram especiais, pois vinham com fadas.
Bastava abrir o pacote, que elas escapuliam voando.
Pelo menos assim mostrava o comercial da TV.
A pequena esperava ansiosa pela abertura do pacote,
queria ver a prometida fada.
D. Carmelia se esforçava para que a neta visse a fadinha
abria rapidamente o pacote, fazia da abertura um espetáculo teatral e dizia:
- Ih a bicha escapuliu!
Só assim para a pequena comer.
4 de abril de 2009
Café com Carmélia
Minha vó conta uma lembrança por dia.
A cada gole de café um conto.
Conto real e até fantasioso.
Esses fantasiosos são os que contava pras netas quando eram pequenas.
Não tinha negócio de Cinderela não, tinha sim a história do João Cagão.
Depois das netas crescidas, ela esqueceu dessa história.
Não lembrava de jeito nenhum.
Mas dia desses lembrou.
Tomando café.
A cada gole de café um conto.
Conto real e até fantasioso.
Esses fantasiosos são os que contava pras netas quando eram pequenas.
Não tinha negócio de Cinderela não, tinha sim a história do João Cagão.
Depois das netas crescidas, ela esqueceu dessa história.
Não lembrava de jeito nenhum.
Mas dia desses lembrou.
Tomando café.
3 de abril de 2009
direito à Brincar
Nada havia de mais prestante em nós senão a infância. O mundo começava ali. M. Barros,
trecho Memórias Inventadas2 de abril de 2009
31 de março de 2009
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